Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.
Não vem não, não desse jeito, me ligando, me mandando mensagens, me fazendo rir, fazendo tudo pra me ver, não faça questão de mim, para de fazer acontecer. Não vem com esses beijos que me transportam para outro continente durante segundos que parecem minutos intermináveis. Não vem cheio de atitude, me mostrando assim logo de cara, que eu nunca tinha conhecido um homem antes. Não chega desse jeito não, contando suas historias, sua vida doida, suas aventuras pelo mundo, que o meu mundo é apenas do portão pra dentro. Não vem querendo invadir. Não vem dizendo todas essas coisas que você sabe fazer e que faz tão bem, para de falar sem pausa, com essa fala meio mansa, passando a mão no rosto como quem nada quer. Ah não, não sorri agora, se tem sorriso que acaba comigo o seu pode me levar a nocaute... Não tenta acabar com as minhas paranoias, não acaba com as minhas duvidas, se devo ou não te mandar um sms, se devo ligar, por que você já faz tudo isso, quando não me pede par...
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