Você é alto, forte e bonito: exatamente meu não-tipo. Se veste como todos os outros, joga videogame a mesma quantidade de tempo que meu primo de 9 anos, bebe whisky com gelo sem fazer cara feia e cospe nas plantinhas da rua como se isso fosse muito sensual. Você, incrivelmente, tem tudo que eu aprendi a odiar.
Seu nome é o que não quero que tenha o pai dos meus filhos, seus olhos cor de mel de tão bonitos ficam feios e sua barriga tem seis quadradinhos alinhados demais.
Você tem mania de escutar rap americano, aqueles chatissímos e me enche o saco de gostar de escutar as minhas músicas cults. Mas escuto aquelas músicas que você mais odeia, só por que você odeia e eu odeio você. Odeio como seus comentários são tão chatos e certos. E não posso me esquecer da parte que eu te odeio e você tem aqueles seis quadradinhos muito bem alinhados.
Você é o par-perfeito para aquelas mulheres que usam o blush muito rosado, chamam seus namorados de "bebê" e usam aliança de compromisso. O tipo de mulher que eu não tenho como amiga e cruzo vez ou outra em banheiros femininos e não faço questão nenhuma de fazer amizade. Mesmo sendo o tipo que todos os meus ex-namorados namoram depois de mim e colocam fotos felizes na atualização do Facebook. Se você fosse meu, seria só mais um final igual a todos os meus outros finais. E é por isso que eu te odeio tanto. Você é igual a um monte de coisa que eu já tive e cansei de ter. É tudo muito previsível. Você vai me amar, eu vou achar que te amo, me obrigar a voltar a ter seis quadradinhos bem alinhados, aí no dia que desinventar toda a nossa história que inventei porque não tinha mais o que inventar, vou te pedir pra ir embora e só vou lembrar de você quando ouvir aquele cd do rapper americano chato, que provavelmente vou achar em uma gaveta perdido. E sou tão egocêntrica, que só vou pensar em mim, no meu bem e achar que com você tá tudo bem. Porque logo, você vai começar a sair com as meninas de blush rosado e ser feliz de novo.
Então, entende o porque não gosto de você: você vai existir como se nunca tivesse existido. E tudo que você tem, meu bem, eu não sei amar.

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